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Próteses auditivas ancoradas ao osso: quais os tipos e como é a cirurgia?

  • Foto do escritor: Mariana Favoretto
    Mariana Favoretto
  • 21 de jan.
  • 2 min de leitura

As próteses auditivas ancoradas ao osso não são todas iguais e entender essas diferenças é crucial para o paciente participar ativamente na decisão terapêutica e escolha da melhor prótese para o seu caso.


Quais são os principais tipos de próteses?


1. Próteses não cirúrgicas

São dispositivos externos que transmitem o som por vibração através da pele. Podem ser usados com:

  • Faixa elástica ou tiara

  • Adesivos colados na pele

São muito utilizadas em crianças pequenas, a partir de 6 meses de idade, e em pacientes que ainda estão em fase de teste ou que por qualquer motivo não possam ser submetidos ao procedimento cirúrgico.

Apesar de menos potentes do que as implantáveis, oferecem bons resultados auditivos e permitem uso prolongado ao longo do dia


2. Próteses transcutâneas passivas

Nesse modelo, um implante de titânio é fixado ao osso por baixo da pele. O som é transmitido por um sistema de ímãs: um interno e outro externo, acoplado ao processador de som.

A vantagem é o menor risco de complicações na pele. A desvantagem é que a vibração precisa atravessar o tecido, o que pode reduzir um pouco o ganho auditivo.


3. Próteses transcutâneas ativas

Aqui, o sistema interno já contém um transdutor que vibra diretamente o osso. A comunicação com o processador externo ocorre por radiofrequência, sem necessidade de atravessar a pele com um pilar.

São próteses modernas, com bons resultados auditivos e menor índice de problemas cutâneos, mas exigem planejamento cirúrgico cuidadoso e avaliação da espessura do osso. Atualmente são as mais utilizadas nos casos cirúrgicos.


4. Próteses percutâneas

Nesse modelo, um pequeno pilar/parafuso atravessa a pele e se fixa diretamente ao osso. O processador de som é conectado diretamente a esse pilar, o que garante maior eficiência na transmissão do som, especialmente em perdas auditivas mais importantes porém as complicações de pele como infecções e reações podem ser frequentes.


Como é a cirurgia dessas próteses?

As cirurgias são realizadas no osso temporal e dependem principalmente da espessura do osso do paciente, que é calculada com auxilio da tomografia de ossos temporais.

Existem técnicas tradicionais, com pequena incisão atrás da orelha, e técnicas minimamente invasivas, feitas com um pequeno “punch". No geral é uma cirurgia de curta duração, em torno de 20 a 30 minutos de procedimento, e pode ser realizada com anestesia geral ou sedação.


E depois da cirurgia?

Após a cicatrização e confirmação da osteointegração, ou seja o dispositivo está firme no osso, o processador de som é ativado pela equipe de fonoaudiologia. O acompanhamento é fundamental, principalmente nos modelos percutâneos, para garantir boa higiene local e prevenir complicações na pele.


Qual é a melhor prótese?

Não existe uma única resposta. A escolha depende de vários fatores:

  • Tipo de perda auditiva

  • Idade

  • Espessura e qualidade do osso

  • Necessidade futura de exames como ressonância magnética

  • Condições da pele e histórico de cicatrização


Por isso, a decisão deve sempre ser individualizada, com orientação médica detalhada e testes prévios.


Ficou com alguma dúvida?

Uma avaliação individual é o melhor caminho para entender qual opção faz sentido para você. Agende sua consulta.


Mariana Favoretto 

Otorrinolaringologista

Otologia e Base Lateral do Crânio

CRMSP 199194 / RQE 103781



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