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Próteses auditivas ancoradas ao osso: o que são e para quem elas funcionam?

  • Foto do escritor: Mariana Favoretto
    Mariana Favoretto
  • 19 de jan.
  • 2 min de leitura

Nem toda perda auditiva pode ser resolvida com um aparelho auditivo convencional (AASI) colocado na orelha. Em algumas situações, o problema não está na cóclea (orelha interna), mas no caminho que o som percorre até chegar a ela. É nesse contexto que entram as próteses auditivas ancoradas ao osso, também chamadas de próteses de condução óssea.


Como essas próteses funcionam?

Diferente dos aparelhos auditivos comuns, que amplificam o som pelo canal da orelha, essas próteses transmitem o som por meio de vibrações no osso do crânio, levando a informação sonora diretamente para a cóclea. Isso significa que não é necessário que o canal da orelha, o tímpano ou os ossículos estejam funcionando normalmente para que o som seja percebido.


Quem pode se beneficiar desse tipo de prótese?

Essas próteses têm indicações amplas e podem ser usadas em crianças e adultos, inclusive desde os primeiros meses de vida, dependendo do modelo. Elas costumam ser indicadas principalmente para:


  • Malformações da orelha externa ou média

  • Estreitamento ou fechamento do canal auditivo

  • Situações em que não é possível usar um aparelho auditivo comum

  • Pessoas com surdez profunda em apenas um dos ouvidos com audição contralateral preservada

  • Pacientes que passaram por cirurgias extensas da orelha média


Em muitos desses casos, a condução óssea permite uma melhora importante da percepção sonora, inclusive em ambientes com ruído.


Essas próteses estimulam um ou os dois ouvidos?

Mesmo quando colocada em apenas um lado, a vibração do som se espalha pelo crânio e pode estimular as duas cócleas.

Em pessoas com perdas auditivas semelhantes nos dois lados, é possível usar próteses bilaterais, o que melhora a localização dos sons e a compreensão da fala, especialmente no ruído.


É preciso fazer cirurgia?

Nem sempre. Existem modelos não cirúrgicos, usados principalmente em crianças pequenas ou em pessoas que não podem ser operadas. Outros modelos são implantados cirurgicamente no osso temporal.Antes de qualquer decisão, é fundamental testar o dispositivo e alinhar expectativas com a equipe médica.


Ficou com alguma dúvida?

Uma avaliação individual é o melhor caminho para entender qual opção faz sentido para você. Agende sua consulta.


Mariana Favoretto 

Otorrinolaringologista

Otologia e Base Lateral do Crânio

CRMSP 199194 / RQE 103781

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