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O Guia Definitivo da Perda Auditiva

  • Foto do escritor: Mariana Favoretto
    Mariana Favoretto
  • 22 de jan.
  • 4 min de leitura

A perda auditiva é uma condição mais comum do que muitas pessoas imaginam e pode afetar indivíduos de todas as idades, de recém-nascidos até idosos. Ainda assim, é frequentemente subdiagnosticada o que pode trazer impactos importantes para a vida social e a qualidade de vida dos pacientes.


Por isso, reuni neste guia definitivo tudo o que você precisa saber sobre perda auditiva: os tipos, como é feito o diagnóstico e quais as opções de reabilitação.


O que é perda auditiva?

A perda auditiva ocorre quando existe uma dificuldade parcial ou total de perceber sons. Ela pode surgir de forma gradual ou repentina, ser temporária ou permanente, e variar de grau leve a profundo.

Nem toda perda auditiva é igual e identificar corretamente o tipo e a causa é fundamental para indicarmos o tratamento mais adequado.


Tipos de perda auditiva

  1. Perda auditiva condutiva

Acontece quando há dificuldade na condução do som. O problema está localizado ou no conduto auditivo externo ou na orelha média. Em muitos casos, é potencialmente reversível com tratamento clínico ou cirúrgico.

Principais causas:

  • Rolha de cerúmen

  • Otites / Infecções do ouvido

  • Perfuração da membrana timpânica

  • Alterações/Malformação nos ossículos do ouvido médio


  1. Perda auditiva neurossensorial

Está relacionada a alterações no ouvido interno (cóclea) ou no nervo auditivo, existem muitas causas que podem levar a esse tipo de perda auditiva, porém geralmente não é reversível, mas pode e deve ser reabilitada.

Principais causas:

  • Envelhecimento (chamada presbiacusia)

  • Exposição a ruído

  • Perda auditiva súbita

  • Doenças genéticas

  • Uso de medicamentos tóxicos para o ouvido (ototóxicos)

  • Doenças com acometimento vascular ou neurodegenerativas


  1. Perda auditiva mista

Combina características da perda condutiva e da neurossensorial. A alteração ocorre tanto na orelha externa e/ou orelha média e na orelha interna e/ou nervo coclear e o tratamento depende da causa dessa perda.


  1. Alterações auditivas centrais

Relacionadas às vias auditivas centrais ou ao processamento dos sons pelo cérebro. O diagnóstico é mais específico e o manejo costuma ser multidisciplinar com otorrino, neurologista, fonoaudiólogos, entre outros.


Como a perda auditiva é diagnosticada?

A avaliação auditiva é feita de forma personalizada, utilizando exames que analisam diferentes partes do sistema auditivo de acordo com as hipóteses diagnósticas de cada caso.

Principais exames para avaliação da audição:

  • Audiometria: Avalia os limiares auditivos, identifica o tipo e o grau da perda auditiva, é realizada pelo fonoaudiólogo.

  • Imitanciometria: Analisa a função do ouvido médio, incluindo a mobilidade da membrana do tímpano e os reflexos acústicos do nervo estapédio.

  • Emissões otoacústicas: Avaliam o funcionamento das células ciliadas externas da cóclea. Muito utilizadas em recém-nascidos na Triagem Neonatal (teste da orelhinha) e no acompanhamento clínico de alguns pacientes.

  • BERA / PEATE (Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico): Exame objetivo que avalia a condução do som desde o nervo coclear até o tronco encefálico através das ondas produzidas em resposta a um som, essencial em crianças pequenas e em situações específicas de avaliação de acometimento neural da perda auditiva.

  • Potencial Evocado Auditivo de Estado Estável: Normalmente realizado junto com o PEATE, permite estimar limiares auditivos de forma mais objetiva, especialmente em perdas auditivas mais severas.


Quais são as possibilidades de reabilitação auditiva?

A reabilitação auditiva depende do tipo e do grau da perda, além das necessidades individuais de cada paciente. O plano é sempre personalizado.


  • Aparelhos auditivos (AASI)

Indicados principalmente para perdas leves a severas. Atualmente, existem modelos modernos, discretos e tecnologicamente avançados, ajustados de forma individualizada.


  • Implante coclear

Indicado principalmente para perdas auditivas severas a profundas, quando os aparelhos auditivos AASI não oferecem mais benefício suficiente.

Importante lembrar que o implante coclear envolve a realização de uma cirurgia e não restaura a audição normal, porém permite acesso aos sons e leva a uma melhora significativa da comunicação.


  • Próteses auditivas ancoradas ao osso

São indicadas em situações específicas de perdas auditivas condutivas ou mistas.


  • Terapia fonoaudiológica

A terapia com o fonoaudiólogo é parte fundamental do processo de reabilitação na perda auditiva, especialmente em crianças e em pacientes em adaptação a dispositivos auditivos.


Quando procurar avaliação auditiva?

Diferente do que muita gente imagina, a nossa audição não funciona como o volume da TV, que aumenta ou diminui tudo de uma vez, ela é muito mais complexa. De forma lúdica, podemos compará-la a um piano: as células auditivas funcionam como teclas, e cada uma é responsável por uma frequência específica, de acordo com sua localização na cóclea.

Na maioria das vezes, a perda auditiva não atinge todas essas células de maneira uniforme, algumas frequências são mais comprometidas do que outras, o que provoca distorção na percepção dos sons. Voltando à analogia do piano, é como se apenas algumas teclas parassem de funcionar. Ao tocar uma música nesse instrumento apenas os trechos que dependem dessas teclas soariam estranhos ou incompletos. Por isso os sinais de perda auditiva não são tão óbvios muitas vezes.


Sinais que merecem atenção:

  • Dificuldade para entender conversas

  • Assistir TV ou celular com volume alto

  • Zumbido persistente

  • Sensação de ouvido tampado

  • Atraso no desenvolvimento da fala em crianças

  • Perda auditiva súbita

O diagnóstico precoce faz toda a diferença nos resultados do tratamento, então não postergue a avaliação com um especialista.



A perda auditiva não deve ser ignorada. Com avaliação adequada, diagnóstico preciso e acompanhamento especializado, é possível melhorar significativamente a comunicação e a qualidade de vida.


Na Audio In, oferecemos uma abordagem completa, baseada em ciência, tecnologia e cuidado individualizado.

Se você ou alguém da sua família apresenta sintomas de perda auditiva, agende uma avaliação na Audio In.

Um diagnóstico correto é o primeiro passo para ouvir melhor e viver com mais qualidade.


Mariana Favoretto 

Otorrinolaringologista

Otologia e Base Lateral do Crânio

CRMSP 199194 / RQE 103781

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